Coronavírus: Manaus relata colapso e tenta avião para repor estoque de caixões



A situação do sistema de saúde e funerário em Manaus é absolutamente assustadora. Um dos principais focos do novo coronavírus no país, a capital amazonense teve uma média de 114 enterros a cada 24 horas na última semana. O estoque de caixões no Estado está prestes a acabar: se a média de óbitos se manter nos próximos 5 ou 6 dias, não haverá mais como enterrar as pessoas no maior estado do Norte do Brasil.

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Para conseguir caixões, a Associação de Empresas Funerárias do Estado do Amazonas está tentando articular com o Governo Federal e a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário o envio de caixões via avião cargueiro. O método normal de envio, através de caminhões, demoraria pelo menos 11 dias, tempo insuficiente para conter o colapso.

Outra parte do problema: falta de lugares adequados para enterros. Sem vagas em cemitérios, estão sendo abertas valas comuns – trincheiras – para que os caixões sejam enterrados o mais rápido possível. Para que se aproveite melhor o espaço durante a crise, as novas valas que serão abertas terão maior profundidade, comportando até três caixões empilhados, agilizando o sistema funerário.

A crise funerária é tão grande que, após longa espera, uma família se recusou a aguardar o veículo de transporte do caixão e levou com as próprias mãos o defunto para ser enterrado na vala. Os filhos da vítima buscaram o pai no necrotério, que estava sem fiscalização, e o sepultaram por conta própria.

A subnotificação é outro problema que preocupa: dos 847 sepultamentos realizados na última semana, apenas 57 foram casos confirmados de coronavírus. A realidade é similar a de Guayaquil, no Equador. Sem capacidade de testagem, é impossível compreender qual a dimensão do espalhamento da doença no território amazonense.

MSN

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