'Tapa-mamilo' ganha adeptas no pré-carnaval do Rio



"Tapa-mamilo", "tapa-peito", "tapa-teta", nipple pasties, nipple tassels. São vários os nomes para o acessório que já é tendência no pré-carnaval do Rio em 2020. A moda, adotada em folias anteriores por famosas como Cléo Pires e Anitta, tem cada vez mais adeptas pelos blocos da cidade. O adorno, com várias possibilidades de estilos, cobre apenas o mamilo e garante um visual à vontade.

As meninas que usam garantem que há várias vantagens: o calor passa longe, o conforto é garantido, mas a sensação de liberdade é citada como a melhor parte de transitar pela folia com os seios enfeitados.

A artista circense Elisa Caldeira, de 26 anos, foi uma das pioneiras no uso dos tapa-peito nos blocos de rua no Rio. Ela trouxe a referência do universo burlesco e, para ela, usar o acessório tem a ver com libertação.

Para quem decide comprar, os preços variam muito. Os modelos mais baratos custam em torno de R$ 5 e alguns mais caros e de grife podem passar de R$ 150.

A dentista Natália Santos, de 29 anos, estreou seu primeiro tapa-mamilo neste ano, na abertura não-oficial do carnaval do Rio, no início de janeiro.

"Eu curto carnaval de rua já tem anos e sempre saí fantasiada, mas o verão no Rio é sempre muito quente e estar no meio da multidão cheia de roupa me incomodava. Esse ano, decidi ficar mais confortável e fui sem blusa mesmo, não tem porque me cobrir inteira e morrer de calor. Se não é errado um homem sair sem blusa no carnaval, não tem que ser errado para nós mulheres também", diz ela, que adorou a experiência e vai voltar a usar.

A designer Paula Cosentino, de 27 anos, não gostava muito dos próprios seios e decidiu que, no carnaval, com mais liberdade, iria tentar trabalhar melhor a relação com o próprio corpo.

"Eu queria colocar o peito para fora no carnaval única e exclusivamente porque eu posso, porque é o único espaço em que é permitido, e eu queria sentir como seria. Decidi que eu ia me empoderar dessa liberdade, não tem um homem que aguente ficar de camisa no carnaval, e quanto mais pelada eu saio, mais feliz eu fico, menos calor, menos coisa me pinicando", conta ela, que diz que passou a se sentir mais confortável por encontrar meninas com diferentes tipos de corpos usando o adereço.

A produtora cultural Ana Carolina, de 30 anos, também quis experimentar o acessório e ver como se sentiria com os peitos de fora.

"Eu andava pensando nisso há alguns carnavais e me senti confortável de tentar entender como era essa liberdade para uma mulher gorda fora do padrão", conta ela, que escolheu usar com uma blusa arrastão por cima, para compor o look.


G1





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